
Quer procure uma original e característica peça de artesanato, ou uma boutique das mais sofisticadas, Albufeira tem um pouco de tudo para lhe oferecer, tanto em lojas modernas e bem equipadas, como nos típicos mercados de rua e feiras francas.
A baixa da cidade é dominada pelo moderno Largo Engº Duarte Pacheco, que desafia os edifícios do princípio do século passado, de arquitectura simples e linear, encimados a poente pela Igreja Matriz, que exibe as suas formas arquitectónicas de estilo neoclássico.
Trata-se de um espaço amplo, que de Verão se torna num palco para diversos animadores de rua que aí fazem as suas actuações sob o olhar atendo dos inúmeros turistas.
Local de visita obrigatória, neste Largo a animação é constante. As diversas esplanadas e os eventos de cariz cultural organizados pela Autarquia em muito contribuem para tal. É também aqui que se localiza a Galeria de Arte Pintor Samora Barros, local onde é possível apreciar diversas exposições de arte.
Deste largo partem diversas ruas diariamente animadas pela azáfama dos residentes e visitantes que aí procuram a boa gastronomia, o lazer, os souvenirs e a muita diversão dos inúmeros bares existentes.
Tanto no Largo Engº Duarte Pacheco, como nas ruas contíguas - a Rua Cândido dos Reis, a Rua São Gonçalo de Lagos e a Av. 25 de Abril - como no Cais Herculano e na Praça dos Pescadores, encontrará diversas lojas onde poderá realizar as suas compras. O ideal é juntar o útil ao agradável e parar numa das solarengas e amplas esplanadas que aí encontrará, para uma bebida, almoço ou jantar.
Na Baixa de Albufeira destaca-se ainda a Rua 5 de Outubro e a Av. da Liberdade, onde predominam as lojas com artigos sofisticados, ourivesarias e relojoarias.
A Av. Sá Carneiro, na zona do Montechoro, nas Areias de São João, é outro local privilegiado para ir às compras. Aqui encontra desde a loja com produtos regionais até às boutiques e sapatarias.
Além das referidas áreas, encontrará um pouco por todo o concelho várias lojas e centros comercias que lhe permitirão passar alguns momentos de descontracção e encontrar produtos das principais marcas.
FEIRAS E MERCADOS
Em cada freguesia do concelho, pode encontrar os tradicionais mercados municipais, onde se vendem todos os bens de primeira necessidade, desde frutas, vegetais e legumes, peixe e carne, mas também produtos da doçaria regional e artesanato. Os mercados locais são zonas de visita obrigatória para quem quer conhecer um pouco melhor os hábitos e tradições locais.
Os mercados de rua que marcam presença em Albufeira, Guia, Paderne e Ferreiras, constituem também uma importante atração turística. Estes mercados caracterizam-se por um colorido de produtos expostos em bancas e tendas, sendo, na maior parte das vezes, possível regatear o preço com os feirantes. Aqui poderá encontrar diversos tipos de produtos, nomeadamente, os têxteis, o calçado e as utilidades.
O mercado dos Caliços, em Albufeira, realiza-se na 1ª e 3ª terça-feira de cada mês, o mercado da Guia, realiza-se na 3ª sexta-feira do mês, o mercado de Paderne realiza-se no 1º sábado de cada mês e o mercado de Levante, nas Ferreiras, realiza-se na 2.ª e 4.ª terça-feira de cada mês.
As Feiras das Velharias são outro acontecimento que reúne diversos vendedores de rua e onde se encontram produtos muito interessantes e por vezes verdadeiras relíquias. A feira das velharias de Albufeira, junto ao Mercado Municipal dos Caliços, realiza-se no 2.º e 3.º sábado de cada mês. A outra feira das velharias de Albufeira, junto ao Mercado Municipal de Areias de S. João, realiza-se no 4.º sábado de cada mês. A feira das velharias dos Olhos d’Água realiza-se no 1.º domingo de cada mês.
O Mercadinho de Artesanato, junto ao Mercado Municipal dos Caliços, realiza-se no 1.º sábado de cada mês.
Anualmente realizam-se no concelho três feiras. A 25 de julho, tem lugar em Paderne, a Feira Franca de Santiago, a 7, 8 e 9 de outubro acontece a Feira da Guia e a 29 de novembro a Feira Franca de Albufeira. Estas são as feiras mais importantes e de maior dimensão que se realizam no concelho.
Tanto os mercados de rua como as feiras francas são locais de visita obrigatória.
ARTESANATO
Em Albufeira pode também encontrar variadíssimas peças de artesanato que primam pela originalidade e pela diferença e que representam o melhor da herança cultural algarvia. A cestaria de esparto e empreita em palma, as miniaturas de carroças e barcos em madeira, a doçaria regional, os trabalhos em arenito, ou as rendas de 5 agulhas, fazem parte deste imenso património cultural que se traduz num artesanato ímpar e que pode ser encontrado em vários locais.
Com o artesanato, partilhamos o saber que passou de gerações em gerações até aos dias de hoje. As coisas que se faziam noutros tempos que são o testemunho deste Algarve que, apesar das intensas modificações a que foi sujeito nas últimas décadas, mantém muito daquilo que é a sua identidade própria.
Para além do artesanato tradicional, encontramos inovação e originalidade em peças atuais feitas com matérias-primas e técnicas modernas, através de artesãos que aliam a contemporaneidade à arte manual.
Uma visita a Albufeira só ficará completa se levar consigo uma destas peças.
O Artesão das Pedras do Mar
Joaquim Pargana, natural de Lagoa, mas residente na freguesia de Olhos d’Água há cerca de 40 anos, dedica-se a esculpir as pedras que encontra no mar em originais peças decorativas. Trocou a hotelaria por uma arte única em Portugal. Peixes, golfinhos, cavalos-marinhos, tartarugas, caranguejos, sereias, deuses do mar, aves e alguns santos evidenciam o talento e o engenho deste autodidata que começou por pintar, esculpir o barro e só há cerca de 15 anos se iniciou na pedra do mar. Para além de lhe fornecer a matéria-prima para os seus trabalhos, o mar serve também de fonte de inspiração. Tem peças que lhe foram encomendadas para oferecer aos ex-Presidentes da República Jorge Sampaio e Mário Soares.
Expôs pela primeira vez o seu trabalho em 1996, na Galeria Samora Barros, em Albufeira. Desde então, tem participado em diversas feiras nacionais e internacionais de artesanato, preferindo, no entanto, recolher-se à pacatez dos Olhos d´Água e do seu atelier.
Atelier: Beco da Ladeira, Loja 9, Olhos d´Água
Contatos: 289 501 567 / 964 833 469 / jpargana@pedradomar.com
A tradição do azulejo
A pintura em azulejo obedece a uma técnica que requer muita paciência e habilidade. Primeiro o desenho a transferir para o azulejo deve ser passado por papel vegetal com o picotado do desenho, ou seja, com todos os traços e contornos. Esse desenho é passado com uma boneca de pó de grafite para o azulejo. Esses contornos do desenho são delineados com tinta e depois são preenchidos com as tonalidades necessárias. A cozedura das peças é feita em forno com temperatura de 1000ºC. Após a cozedura, o vidrado transforma-se numa camada vítrea, lustrosa e impermeável, onde as cores se fixam.
Nídia Pereira, natural de Lisboa, reside em Albufeira há quase 30 anos. A uma dada altura da sua vida, abraçou a pintura em azulejo após a realização de um curso de pintura, onde aprendeu as técnicas. Hoje em dia, pinta azulejos de forma tradicional, mas gosta igualmente de trabalhar a técnica da corda seca, em que a separação das cores é feita abrindo sulcos no azulejo que, preenchidos com uma mistura de óleo de linhaça, manganés e matéria gorda, evitam que haja a mistura de cores durante a sua aplicação e posterior cozedura.
Podemos encontrá-la no pequeno atelier de sua casa, na Rua Torre da Medronheira, n.º 40, em Olhos d’Água.
Contato: 289 501 724/967 200 375